sábado, 24 de outubro de 2009

em (sobre) bob dylan, yep!


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

em the beatles,



I AM THE WALRUS

I am he as you are he as you are me and we are all together.
See how they run like pigs from a gun, see how they fly.
I'm crying.

Sitting on a cornflake, waiting for the van to come.
Corporation tee-shirt, stupid bloody tuesday.
Man, you been a naughty boy, you let your face grow long.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, goo goo g'joob.

Mister city policeman sitting
Pretty little policemen in a row.
See how they fly like lucy in the sky, see how they run.
I'm crying, i'm crying.
I'm crying, i'm crying.

Yellow matter custard, dripping from a dead dog's eye.
Crabalocker fishwife, pornographic priestess,
Boy, you been a naughty girl you let your knickers down.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, goo goo g'joob.

Sitting in an english garden waiting for the sun.
If the sun don't come, you get a tan
From standing in the english rain.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, goo goo g'joob g'goo goo g'joob.

Expert textpert choking smokers,
Don't you thing the joker laughs at you?
See how they smile like pigs in a sty,
See how they snied.
I'm crying.

Semolina pilchard, climbing up the eiffel tower.
Elementary penguin singing hari krishna.
Man, you should have seen them kicking edgar allan poe.
I am the eggman, they are the eggmen.
I am the walrus, goo goo g'joob g'goo goo g'joob.
Goo goo g'joob g'goo goo g'joob g'goo.

em ultraje a rigor,

versão pela banda Móveis Colonias de Acaju:


EU ME AMO

Há quanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz, já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples e eu custei pra aprender
Daqui pra frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei

Refrão
Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim

Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Pra eu gostar de mim, me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Pra toda vida eu quero estar comigo

Refrão

Foi tão difícil pra eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar, mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar

em robert smithson,



Ithaca Mirror Trail, 1969

chegou por email,

from:Heitor Ferraz
to:erica zingano
date:Tue, Aug 18, 2009 at 2:05 AM
subject:Re: para hacer en londres/paris/lisboa





hoje seu eu diluído
estava a alguns, bem poucos,
passos à minha frente.
não tive tempo de correr
e dizer oi érica,
pois na aceleração
você atravessou a paulista
no farol vermelho
para os pedestres
e não era hoje que
eu queria passar dessa
para a outra
achei que ainda
te alcançaria na ilha
que divide a avenida
mas você, ó imprudente!,
mais uma vez enfrentou
o farol vermelho
e lá se foi
em passos rápidos
sobre um mar
de bitucas de cigarro.
beijos
Heitor

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

EU/ douro, porto, 28/09/09

Érica Zíngano (Fotos por Ângelo Ferreira de Sousa e Bárbara Holanda)
Para ver todas as fotos, clique na imagem abaixo!

EU/ jardim da estrela, lisboa, 24/09/09


no caderno,




Érica Zíngano (Fotos por Érica Zíngano)
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em busca de um lugar
- no jardim da estrela -
para deixar
guardado
dentro da terra
para criar
outras
raízes

E U

ao viandante,
dizia a inscrição
ao pé da árvore
- não tive como hesitar.



email encaminhando pela minha mãe,

----- Mensagem encaminhada -----
Data: Sun, 11 Oct 2009 19:17:07 +0100
Assunto: As Pontes sobre o Rio Tejo


/O TEJO é O //RIO// MAIS EXTENSO DA //PENíNSULA IBéRICA//. A SUA //BACIA HIDROGRáFICA// é A TERCEIRA MAIS EXTENSA NA PENíNSULA, ATRáS DO //RIO DOURO// E DO //RIO EBRO//. NASCE EM //ESPANHA// - ONDE é CONHECIDO COMO TAJO - A 1593 M DE ALTITUDE NA //SERRA DE ALBARRACíN//, E DESAGUA NO //OCEANO ATLâNTICO//, BANHANDO //LISBOA//, APóS UM PERCURSO DE CERCA DE 1007 KM. A SUA //BACIA HIDROGRáFICA// é DE 80.600 KM² (55.750 KM² EM ESPANHA E 24.850 KM² EM PORTUGAL), SENDO A SEGUNDA MAIS IMPORTANTE DA PENíNSULA IBéRICA DEPOIS DA DO //RIO EBRO//.//Nas suas margens ficam localidades espanholas como //TOLEDO//, //ARANJUEZ// E //TALAVERA DE LA REINA//, E PORTUGUESAS COMO //ABRANTES//, //SANTARéM//, //VILA FRANCA DE XIRA//, //ALVERCA DO RIBATEJO//, //FORTE DA CASA//, //PóVOA DE SANTA IRIA//, //SACAVéM//, //ALCOCHETE//, //MONTIJO//, //BARREIRO//, //SEIXAL//, //ALMADA// E //LISBOA//./

----- Finalizar mensagem encaminhada -----


Depois de ler o email, surpresa pelas letras garrafais e os traços, cortando as palavras, mas muito mais surpresa pelo envio, porque minha mãe não maneja muito bem computadores, perguntei:
- Mãe, e onde estão as pontes, de que fala o título do email?
- As pontes, minha filha, quem as faz somos nós.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

em antonin artaud,

Post-Scriptum

Quem sou?
De onde venho?
Eu sou o Antonin Artaud
e basta dizê-lo
como sei dizê-lo
imediatamente
vereis o meu corpo actual
voar em estilhaços
e em dois mil aspectos notórios
refazer
um novo corpo
onde nunca mais
podereis
esquecer-me.

(tradução de Aníbal Fernandes)
in Eu, Antonin Artaud, Hiena

em maíra ortins,



por email chegou o informe da exposição da maíra,
achei uma coincidência boa,
nossos EUs conectados pelo ciclo do tempo!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

EU/ tejo, lisboa, 06/10/09


Érica Zíngano com Mariana Smith (Fotos por Érica Zíngano)
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

em érica zíngano,


auto (novo) retrato
pensamento para grete stern

em solon ribeiro,

domingo, 11 de outubro de 2009

realmente começo a desconfiar que o EU está na moda

na capa da revista happy woman, que deve ser uma dessas revistas femininas genéricas em portugal, o eu, como nosso, reluz à procura de si mesmo




em rogério sganzerla,




o lucas parente disse: "ei! outra coisa: eu me lembro tanto do bandido da luz vermelha quanto ao meu EU, sabe aquela cena em que ele tá jogando coisas fora de uma maleta e dentro da maleta tá lá escrito EU? jogando fora o EU". "ah, esqueci de dizer que ele joga fora as tralhas do EU dele (do bandido) num lago também, tipo num mangue."

e o victor da rosa mandou a imagem,


em augusto dos anjos,

psicologia de um vencido


Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.


Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.


Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,


Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!


domingo, 20 de setembro de 2009

em beatriz pontes,



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

EU/ marina da glória, rio de janeiro, 03/09/09 - 17/09/09


Francine Jallageas (Fotos por Francine Jallageas)
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"o EU é frágil

e se desmancha...

pretendia que sobre a pedra

ele fosse levado pelo mar

quando lambido

no vai e vem das ondas

mas sobre a pedra os musgos

o enredaram

e o fixaram."



O EU enviado pela Francine foi desenvolvido por ela no decorrer de

3 semanas (03/09/09 - 17/09/09), um EU em processo/observação:

distender o tempo e observar o comportamento/reação da paisagem

na ação.


sexta-feira, 11 de setembro de 2009

em ícaro lira,



terça-feira, 8 de setembro de 2009

EU/ camden town, londres, 04/09/09


Eduardo Ezcurra com Érica Zíngano (Fotos por Érica Zíngano e Eduardo Ezcurra)


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EU/ camden town, londres, 04/09/09 (vídeos)










(Vídeos por Érica Zíngano)

em alexandra thomaz,



"mEU mundo e nada mais"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"la disparition"


no alfabeto espelhado da
BHV, a letra E desapareceu,
como no livro do georges perec, la dispariticion



o alfabeto prateado está na moda,


na vitrine da zara do forum les halles, de paris


em ananda zíngano kuhn,




"esta imagem são meus EUs espontâneos expressos pelo olhar, são fotos que fiz com minha webcam há alguns anos e que transformei em pequenos adesivos. comecei colando vários pela cidade, em lugares que me identifico, que fazem parte de minha vida, e registrando... como passei a dar estes adesivos para amigos que viviam me pedindo, incorporei esta idéia à vida deles: todos que agora recebem o adesivo devem afixá-lo em algum lugar, fotografá-lo no contexto e depois me mandar."

EU/ sena, paris, 03/09/09

Érica Zíngano com Eduardo Ezcurra
(Fotos por Eduardo Ezcurra e Érica Zíngano)

EU/ sena, paris

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EU/ tâmisa, londres, 28/08/09

Érica Zíngano com Eduardo Ezcurra (Fotos por Eduardo Ezcurra)

EU/ tâmisa, londres

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

passou no metropólis,


Obra de arte até na água
8/11/2009
5ª Bienal VentoSul

O artista canadense Jean-Yves Vigneau está com sua obra “H2O” exposta sobre o lago da Ópera de Arame. As pessoas terão a chance de conhecer o trabalho do conceituado artista em um dos principais cartões postais de Curitiba até 11 de outubro.

A obra de Jean-Yves Vigneau é composta por letras gigantes (7x2,4 metros) feitas de madeira em formato da fórmula da água que flutuam sobre o local. O objetivo do artista é que cada visitante tenha uma leitura pessoal da obra imersa no lago. A reflexão do público pode ser instigada pelo encontro da arquitetura metálica da Ópera de Arame com a arte contemporânea em madeira, representada pela equação H2O=$%?. Duas obras diferentes que se completam em um mesmo cenário. Vale a pena conferir.


em marcela vieira,


"eu sou a presença que não ocupa espaço"
(frases e gatos pelas ruas de Paris)


Marcela Vieira e Rafael Suriani se juntaram para colar lambes de gatos e frases em alguns bairros ímpares de Paris, fazendo uma releitura do espaço habitual dos caminhantes e habitantes da cidade. As imagens dos gatos do Rafael, em distintas posições, reforçam sempre um olhar à espreita, as frases de Marcela, lidas ou não em paralelo com as imagens-gatos, questionam e sugerem outras possibilidades de realidade. Juntos, os dois trabalhos dialogam e constroem um percurso poético inusitado no espaço urbano.


uma das frases, um ano depois, no bairro de Belleville:
"o silêncio que desconcerta".


em fred benevides,


from: Frederico Benevides
to: erica zingano
date:Thu, Aug 13, 2009 at 10:47 AM
subject:uhuuu!




Eriquetaaa

Meu endereço é uma incógnita, hahaha.
Sou imigrante na minha cidade, como o Bruno Aleixo, conheces?

Por aqui tudo em paz! Manda teu endereço também, que eu acabei de terminar um filme e queria mandar pra tu.

E tu, como andas?

Tu tem sonhado muito? Tenho me interessado pelos sonhos das pessoas. Tu anota o que sonha?
Conhece alguém que anota? Começando a pedir os sonhos das pessoas. Próximo filme.

Ei, vamos nessa! Vou fazer mais umas fotinhas esses dias. Dá pra fazer várias coisas legais, né? Até porque pode-se cortar qualquer foto a partir daí.

Beijos, gata!

Fred

em caetano veloso,


"Outro"

você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você
de cara alegre e cruel
feliz e mau como um pau duro
acendendo-se no escuro
cascavel
eriçada na moita
concentrada e afoita
eu já chorei muito por você
também já fiz você chorar
agora olhe pra lá porque
eu fui me embora
você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você

em thaís de campos e ivo lopes araújo,


"Praia do Futuro"


O longa metragem Praia do Futuro é uma produção de vários diretores cearenses que integram o coletivo Alumbramento Produções Cinematográficas: Guto Parente, Thaïs Dahas, Felipe Bragança, Fred Benevides, Ivo Lopes, Salomão Santana, Mariana Smith, Pablo Assumpção, Ricardo Pretti, Thaís de Campos, Themis Memória, Luiz Pretti, Rúbia Mércia, Ythallo Rodrigues, Armando Praça, Diogo Costa e Wanessa Malta. O filme é dividido em 15 episódios e a ideia é trazer ao público o olhar individualizado de cada diretor sobre uma das principais praias de Fortaleza, a chamada Praia do Futuro.

A obra foi produzida com recursos da própria Alumbramento, o filme tem nomes que tem se destacado em festivais pelo Brasil, como Ivo Lopes (do documentário Sábado à noite) e Felipe Bragança (co-roteirista e assistente de direção de O Céu de Suely). Trailers do filme podem ser assistidos na página da produtora no YouTube.

"Livro Livre"

matéria sobre o projeto:

em mariana smith,


caixa de segredos íntimos

em ana cristina césar,

"Sete chaves"

Vamos tomar chá das cinco e eu te conto minha
grande história passional, que guardei a sete chaves,
e meu coração bate incompassado entre gaufrettes.
Conta mais essa história, me aconselhas como um
marechal do ar fazendo alegoria. Estou tocada pelo
fogo. Mais um roman à clé?
Eu nem respondo. Não sou dama nem mulher
moderna.
Nem te conheço.
Então:
É daqui que eu tiro versos, desta festa – com
arbítrio silencioso e origem que não confesso –
como quem apaga seus pecados de seda, seus três
monumentos pátrios, e passa o ponto e as luvas.


"Como rasurar a paisagem"


a fotografia é um tempo morto
fictício retorno à simetria
secreto desejo do poema
censura impossível
do poeta


em waléria américo,


"des-limite"


intervenção e registro em foto e vídeo, escada em madeira, janela, cidade e artista, 2006

"para ver o céu mudar de cor"


estratégia urbana, 2005

em gina pane,


entre o céu e a terra, o artista:



Terre protégée 2, Pinerolo (Italie) / 1970

em sofi hemon,


12 x 2 FEIA-URUBU-FÊMEA-MAGNÍFICA

01. Eu desdobro o motivo racacá ao infinititacacá
02. Eu processo ensaio e erro por nivelamento
03. Eu molécula DNA
04. Eu rizoma todo azimute
05. Eu sistema respiratório aéreo
06. Eu estendo à optima
07. Eu térmica-cupim a estrutura mítica
08. Eu intervalo necessário a cibernética
09. Eu cassiopéia all over the world
10. Eu cavalo-marinho no hipocampo circuito completo
11. Eu sonho amuscular
12. Eu aquática linhas

___________________________________________________

12. Eu diagramo uma idéia curta
11. Eu molde algas lábeis
10. Eu fluxolinha a seqüência intemporal
09. Eu dinâmica de caranguejo
08. Eu estrutura em planalto
07. Eu assimétrica múltiplas entradas
06. Eu nordeste sempre mais ao norte
05. Eu devir urubu
04. Eu microcosmo vago litoral
03. Eu flutuação non stop apereiba
02. Eu enselvagem o território imenso
01. Eu inexploro as entidades vaporosas

Outro brejo - Sofi Hemon - Torreão - POA - BRASIL
13 de setembro - 26 de setembro 2008
Encontro com o artista: 23 de setembro às 19horas

em simone barreto,


em al berto,

"Prefácio para um livro de poemas"

Conheci um homem que possuía uma cabeça de vidro.
Víamos - pelo lado menos sombrio do pensamento - todo o sistema
planetário.
Víamos o tremelicar da luz nas veias e o lodo das emoções na ponta dos
dedos. O latejar do tempo na humidade dos lábios.
E a insónia, com seus anéis de luas quebradas e espermas ressequidos.
As estrelas mortas das cidades imaginadas.
Os ossos [tristes] das palavras.

A noite cerca a mão inteligente do homem que possui uma cabeça
transparente.
Em redor dele chove.
Podemos adivinhar uma chuva espessa, negra, plúmbea.

Depois, o homem abre a mão, uma laranja surge, esvoaça.
As cidades (como em todos os livros que li) ardem. Incêndios que
destroem o último coração do sonho.
Mas aquele que se veste com a pele porosa da sua própria escrita olha,
absorto, a laranja.

A queda da laranja provocará o poema?
A laranja voadora é, ou não é, uma laranja imaginada por um louco?
E se a laranja cair? E o poema? E o poema com uma laranja a cair?
E o poema em forma de laranja?
E se eu comer a laranja, estarei a devorar o poema? A ficar louco?
[...]
E a palavra laranja existirá sem a laranja?
E a laranja voará sem a palavra laranja?
E se a laranja se iluminar a partir do seu centro, do seu gomo mais
secreto, e alguém a [esquecer] no meio da noite - servirá [o brilho] da
laranja para iluminar as cidades há muito mortas? E se a laranja se
deslocar no espaço
- mais depressa que o pensamento, e muito mais devagar que a laranja
escrita
- criará uma ordem ou um caos?

O homem que possui uma cabeça de vidro habita o lado de fora das
muralhas da cidade.
Foi escorraçado.
[E] na desolação das terras, noite dentro, vigia os seus próprios sonhos
e pesadelos. Os seus próprios gestos - e um rosto suspenso na solidão.

Onde mora o homem que ousou escrever com a unha na sua alma, no seu
sexo, no seu coração?
E se escreveu laranja no coração, a alma ficará saborosa?
E se escreveu laranja no sexo, o desejo aumentará?

Onde está a vida do homem que escreve, a vida da laranja, a vida do
poema - a Vida, sem mais nada - estará aqui?
No interior do meu corpo? ou muito longe de mim - onde sei que possuo
uma outra razão...e me suicido na tentativa de me transformar em poema
e poder, enfim, circular livremente.


em torquato neto,

"Cogito"

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível


eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora


eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim


eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.

em fernando pessoa, carta endereçada a adolfo casais monteiro, em 13 de janeiro de 1935

"Aí por 1912, salvo erro (que nunca pode ser grande), veio-me à idéia escrever uns poemas de índole pagã. Esbocei umas coisas em verso irregular (não no estilo Álvaro de Campos, mas num estilo de meia regularidade), e abandonei o caso. Esboçara-se-me, contudo, numa penumbra mal urdida, um vago retrato da pessoa que estava a fazer aquilo. (Tinha nascido, sem que eu soubesse, o Ricardo Reis.)

Ano e meio, ou dois anos depois, lembrei-me um dia de fazer uma partida ao Sá-Carneiro – de inventar um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já não me lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias a elaborar o poeta mas nada consegui. Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 – arcerquei-me de uma cômoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não conseguirei definir. Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim. Abri com um título, O Guardador de Rebanhos. E o que se seguiu foi o aparecimento de alguém em mim, a quem dei desde logo o nome de Alberto Caeiro. Desculpe-me o absurdo da frase: aparecera em mim o meu mestre. Foi essa a sensação imediata que tive. E tanto assim que, escritos que foram essas trinta e tantos poemas, imediatamente peguei noutro papel e escrevi, a fio, também, os seis poemas que constituem a Chuva Oblíqua, de Fernando Pessoa. Imediatamente e totalmente… Foi o regresso de Fernando Pessoa Alberto Caeiro a Fernando Pessoa ele só. Ou melhor, foi a reação de Fernando Pessoa contra a sua inexistência como Alberto Caeiro.

Aparecido Alberto Caeiro, tratei logo de lhe descobrir – institiva e subconscientemente – uns discípulos. Arranquei do seu falso paganismo o Ricardo Reis latente, descobri-lhe o nome e ajustei-o a si mesmo, porque nessa altura já o via. E, de repente, em derivação oposta à de Ricardo Reis, surgiu-me impetuosamente um novo indivíduo. Num jato, e à máquina de escrever, sem interrupção nem emenda, surgiu a Ode Triunfal de Álvaro de Campos – a Ode com esse nome e o homem com o nome que tem.

Criei, então, uma coterie inexistente. Fixei tudo aquilo em moldes de realidade. Graduei as influências, conheci as amizades, ouvi, dentro de mim, as discussões e as divergências de critérios, e em tudo isto me parece que fui eu, criador de tudo, o menos que ali houve. Parece que tudo se passou independentemente de mim. E parece que assim ainda passa. Se algum dia eu pude publicar a discussão estética entre Ricardo Reis e Álvaro de Campos, verá como eles são diferentes, e como eu não sou nada na matéria." [negritos nossos]

(PESSOA, 1986, pp.96-97).

PESSOA, Fernando. Obras em prosa. Org., intr. e notas Cleonice Berardinelli. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1986.

em benveniste,

para benveniste, o conceito de “eu” já não existe, uma vez que o “eu” remete sempre para aquele que fala, no ato de estar falando, durante a enunciação. Ou seja, o pronome “eu” só existe enquanto potência de discurso, passando assim a ser visto como uma função.

BENVENISTE, Émile. Problèmes de linguistique générale. Paris: Gallimard,1966. Section V, “L’homme dans la langue”.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

em érica zíngano,

je est un autre
escrita-repetição: je est un autre, 2 folhas pretas entre papel de carbono,

"hier m'abandonne, pourquoi le retenir?", 2006, mulhouse/fr,

exposição em conjunto com sofi hemon

em rimbaud, carta endereçada à Paul Demeny em 1871

"Car Je est un autre. Si le cuivre s’éveille clairon, il n’y a rien de sa faute. Cela m’est évident: j’assiste à éclosion de ma pensée: je la regarde, je l’écoute: je lance un coup d’archet: la symphonie fait son remuement dans les profondeurs, ou vient d’un bond sur la scène."

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

EU/ pq. do ibirapuera, são paulo, 13/08/09

Érica Zíngano com Alexandra Thomaz (Fotos por Alexandra Thomaz e Érica Zíngano)



Alexandra Thomaz com Érica Zíngano (Fotos por Érica Zíngano)


EU/ pq. ibirapuera 2, são paulo


Para ver todas as fotos, clique em cada uma das imagens acima!


em maria gabriela llansol,

"Eu é o outro que vejo em mim. Um lugar não desmultiplicado, uno, amplo, criando sempre maior e mais amplitude, vivendo incansavelmente por dentro da natureza

até trazer à superfície onde se apoia o inteligente deslumbramento que olha o homem novo sentado ao piano."

(O jogo da liberdade da alma, 2003, p. 17).


"O eu como nome é nada"

(Inquérito às quatro confidências - Diário III, 1996, p. 48).

em mário de sá-carneiro,

"Partida"

Ao ver escoar-se a vida humanamente
Em suas águas certas, eu hesito,
E detenho-me às vezes na torrente
Das coisas geniais em que medito.

Afronta-me um desejo de fugir
Ao mistério que é meu e me seduz.
Mas logo me triunfo. A sua luz
não há muitos que a saibam refletir.

A minha alma nostálgica de além,
Cheia de orgulho, ensombra-se entretanto,
Aos meus olhos ungidos sobre um pranto
Que tenho a força de sumir também.

Porque eu reajo. A vida, a natureza,
Que são para o artista? Coisa alguma.
O que devemos é saltar na bruma,
Correr no azul à busca da beleza.

É subir, é subir além dos céus
Que as nossas almas só acumularam,
E prostrados rezar, em sonho, ao Deus
Que as nossas mãos de auréola lá douraram.

É partir sem temor contra a montanha
Cingidos de quimera e de irreal;
Brandir a espada fulva e medieval,
A cada hora acastelando em Espanha.

É suscitar cores endoidecidas,
Ser garra imperial enclavinhada,
E numa extrema-unção de alma ampliada,
Viajar outros sentidos, outras vidas.

Ser coluna de fumo, astro perdido,
Forçar os turbilhões aladamente,
Ser ramo de palmeira, água nascente
E arco de ouro e chama distendido...

Asa longuínqua a sacudir loucura,
Nuvem precoce de sutil vapor,
Ânsia revolta de mistério e olor,
Sombra, vertigem, ascensão - Altura!

E eu dou-me todo neste fim de tarde
À espira aérea que me eleva aos cumes.
Doido de esfinges o horizonte arde,
Mas fico ileso entre clarões e gumes!...

Miragem roxa de nimbado encanto -
Sinto os meus olhos a volver-se em espaço!
Alastro, venço, chego e ultrapasso;
Sou labirinto, sou licorne e acanto.

Sei a Distância, compreendo o Ar;
Sou chuva de ouro e sou espasmo de luz;
Sou taça de cristal lançada ao mar,
Diadema e timbre, elmo real e cruz...

.............................................................................
.............................................................................

O bando das quimeras longe assoma...
Que apoteose imensa pelos céus!
A cor já não é cor - é som e aroma!
Vêm-me saudades de ter sido Deus...

§

Ao triunfo maior, avante pois!
O meu destino é outro - é alto e é raro.
Unicamente custa muito caro:
A tristeza de nunca sermos dois...

Paris, fevereiro de 1913


(O 1º poema do 1º livro de Sá-Carneiro, Dispersão, se chama "Partida". Esse nome é muito curioso, porque pode ser aberto por inúmeros significados:

- partida como despedida;

- partida como aposta, jogo: como esse que usa Pessoa, na carta sobre o surgimento dos heterônimos: "Ano e meio, ou dois anos depois, lembrei-me um dia de fazer uma partida ao Sá-Carneiro – de inventar um poeta bucólico, de espécie complicada, e apresentar-lho, já não me lembro como, em qualquer espécie de realidade. Levei uns dias a elaborar o poeta mas nada consegui. Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 – arcerquei-me de uma cômoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso."

- partida como início, dar a partida;

- partida como parte, quebrada, fragmentada;

- a partida do EU, que nunca é dois.)

eu, espelho de céu, reflexo do fundo


só aos poucos comecei a entender:
o EU para flutuar na água,
um espelho de céu
um reflexo do fundo
pelo material prateado
e luminoso - mas não só,
abria uma linha,
sem querer, com arnaldo antunes
por conta de um livro, ET EU TU,
cuja capa resplandece em prata
isso tudo depois, bem depois

email para eduardo jorge, 19/07/09

from:erica zingano
to:Eduardo Jorge
date:Sun, Jul 19, 2009 at 8:20 PM
subject:meu EU


querido, acho que tudo começou assim:

estou fazendo parte, com uma turma bem jovem, de um pensamento revista

ela deve vir ao mundo em outubro, a minha idéia como editora-colaboradora é sempre chamar alguém pra alguma conversa, essa ficou sendo deriva, o tema geral da revista, e, por um acaso da própria vida, conversei com o heitor ferraz...

dessa revista em formação e pensamento recebi da laura palácio
EU decepciono/ ele ASCENDENTE
um boneco de livro
e comecei a escrever pra ela...



como a imagem dela é muito forte, de alguma forma
eu devo ter transformado em sonho:

tenho pensado muito em helicóptero em hélice etc

(até escrevi um poemas sobre isso a partir dos leques de mallarmé, atualizando asa em hélice, outra forma de dizer leque)

e eu sonhei que sobrevoava o atlântico e de dentro de um helicóptero jogava um texto que flutuava no mar

esse texto virou EU

dispersa em fragmento sobre a água

como eu quis transformar em série penso em jogar o EU na água

na terra

no fogo

em cada lugar um EU diferente...

sempre solto

o do fogo em cobre

o da terra em vermelho

daí acho que vou fazer isso pela EUropa

por lá claro que vou

cavar bruracos me jogar no tejo no tâmisa e no sena...

o EU louco solto por aí...

como juntamos o meu EU com o seu EU?

minha idéia, além da EUropa

era fazer o EU pela mão do outro

enviar para algumas pessoas pra cada uma fazer o trabalho

levar até uma lagoa rio açude

fotografar/filmar etc...

assim eu teria vários EU juntos...

eu achei uma grande coincidência boa e queria juntar o meu EU com o seu EU?

vamos pensar?

posso te mandar um EU pelo correio?

me manda teu adress!

beijos em vc

ez

msn com eduardo jorge, 19/07/09


[...]

eriqueta says: (15:23:13) eu te mostrei o vídeo-rascunho pra fazer na viagem?

Eduardo says: (15:23:13) wow

eriqueta says: (15:23:14) pera

Eduardo says: (15:23:17) nao

Eduardo says: (15:23:20) mostra, mostra

Eduardo says: (15:23:26) quanto tempo de viagem?

Eduardo says: (15:23:31) vai ser viagem de formacao?

eriqueta says: (15:23:58) http://www.youtube.com/watch?v=HLHmYUklI-Q

eriqueta says: (15:23:59) sempre é né? quase dois meses...

eriqueta says: (15:24:06) vou fazer umas coisas por lá tb

eriqueta says: (15:25:08) esse vídeo é como um rascunho, para testar os materiais,

eriqueta says: (15:25:09) antes de fazer na paisagem...

Eduardo says: (15:26:36) caramba

Eduardo says: (15:26:43) preciso te mostrar uma foto que fiz

Eduardo says: (15:26:44) :)

eriqueta says: (15:26:52) sério?

eriqueta says: (15:26:54) pq?

eriqueta says: (15:26:57) zeitgeist?

Eduardo says: (15:27:13) ta no outro comp. vou pegar

Eduardo says: (15:27:18) achei muito legal o video

eriqueta says: (15:27:42) é mais a idéia aí

eriqueta says: (15:27:48) queria tentar fazer mais bem feito...

eriqueta says: (15:27:55) é na banheira aqui de casa...

Eduardo says: (15:28:03) melhor ainda

eriqueta says: (15:28:07) mas eu vou fazer com vários elementos...

eriqueta says: (15:28:10) na fogueira

Eduardo says: (15:28:11) vou para um ap com banheira

eriqueta says: (15:28:12) na terra

eriqueta says: (15:28:16) hahahaha

Eduardo says: (15:28:16) serio?

Eduardo says: (15:28:19) hahahahaha

eriqueta says: (15:28:21) sim

eriqueta says: (15:28:28) eu tive um sonho

Eduardo says: (15:28:29) preciso te mostrar mais fotos

Eduardo says: (15:28:33) eu tb

eriqueta says: (15:28:35) o trabalho nasceu assim

Eduardo says: (15:28:36) ouvi vozes

eriqueta says: (15:28:50) eu te mando pra vc fazer em bh, quer?

Eduardo says: (15:28:58) diziam assim:

eriqueta says: (15:29:01) e soltar na lagoa da pampulha?

Eduardo says: (15:29:05) "sai do meio"

eriqueta says: (15:29:15) pq eu quero dar a realização do trabalho pra alguns amigos...

eriqueta says: (15:29:23) daí vc fotografa...

Eduardo says: (15:29:43) eu ja vou te enviar o trabalho feito

Eduardo says: (15:29:46) em 5 min

Eduardo says: (15:30:30) foram as vozes

Eduardo says: (15:30:32) :)

eriqueta says: (15:30:42) que fizeram seu trabalho?

eriqueta says: (15:30:50) mas sério...

eriqueta says: (15:30:57) give me your adress by email

eriqueta says: (15:31:06) que vc faz o trabalho na pampulha e fotografa...

eriqueta says: (15:31:10) acho que funciona...

Eduardo says: (15:31:55) vozes da llansol

eriqueta says: (15:32:14) como vozes da llansol?

eriqueta says: (15:32:17) hahahaha

Eduardo says: (15:32:23) hahahaha

Eduardo says: (15:32:47) ja te explico

Eduardo says: (15:32:53) primeiro to salvando as fotos

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eriqueta says: (15:37:25) muito engraçado

eriqueta says: (15:37:27) hahahaha

Eduardo says: (15:37:33) hahahahaha

eriqueta says: (15:37:33) acho que temos que assinar juntos

Eduardo says: (15:37:39) foram as vozes

Eduardo says: (15:37:52) assinamos como vozes

Eduardo says: (15:38:05) o problema eh a editora

eriqueta says: (15:38:13) não tem problema

eriqueta says: (15:38:22) vou te escrever um email explicando meu projeto disso

Eduardo says: (15:38:24) editora vozes

eriqueta says: (15:38:26) e vc me explica o seu

Eduardo says: (15:38:31) certo

eriqueta says: (15:38:33) a gente bola alguma coisa

eriqueta says: (15:38:37) entre os dois trabalhos

eriqueta says: (15:38:42) junto ou separado

eriqueta says: (15:38:45) a gente cria o EU

Eduardo says: (15:38:45) e depois disso tem outra coisa louca

Eduardo says: (15:39:04) o ypse

Eduardo says: (15:39:09) segundo bataille

Eduardo says: (15:39:11) a experiencia interior

Eduardo says: (15:39:23) to lendo muito bataille

Eduardo says: (15:39:29) esqueci até que existe bicho

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eriqueta says: (15:40:35) que engraçado duddys

Eduardo says: (15:40:52) eh a voz do bataille

Eduardo says: (15:41:38) nao mostrei isso pra ninguem

eriqueta says: (15:41:53) eu mostrei pra algumas pessoas

eriqueta says: (15:41:55) o EU

eriqueta says: (15:42:24) o meu são séries de EU

eriqueta says: (15:42:32) EU na água no fogo na terra

Eduardo says: (15:42:43) poxa, muito bom

Eduardo says: (15:42:51) eu tô trabalhando com os elementos

Eduardo says: (15:43:02) eh o sintoma da teoria

eriqueta says: (15:43:07) eu ia fazer um teste sexta na lagoa do ibirapuera com a waléria...

eriqueta says: (15:43:12) mas caí doente

eriqueta says: (15:43:17) eu coloquei no herbário

eriqueta says: (15:43:30) http://herbariodespacos.blogspot.com

eriqueta says: (15:43:40) que é onde eu me mexo fora da dissertação

eriqueta says: (15:44:02) ainda não expliquei nada lá

eriqueta says: (15:44:07) pq está em processo

eriqueta says: (15:44:16) eu vou fazer o do fogo com cobre

eriqueta says: (15:44:20) ...

Eduardo says: (15:44:59) o nome tá bem legal

eriqueta says: (15:45:08) do que?

eriqueta says: (15:45:11) do herbário?

Eduardo says: (15:45:15) sim

eriqueta says: (15:54:58) ô ô ô

eriqueta says: (15:55:15) mas edu eu tô impressionada com os EUs

eriqueta says: (15:55:18) hahahaha

eriqueta says: (15:55:22) ridículo isso

eriqueta says: (15:55:28) hahahahhaha

Eduardo says: (15:55:37) hahahaha

Eduardo says: (15:55:55) pois eh

Eduardo says: (15:55:56) eu tb

eriqueta says: (15:58:05) tu viu no herbário, a llansol = a mamãe, qd crianças?

eriqueta says: (15:58:07) hahahaha

Eduardo says: (15:58:14) hahahahaha

Eduardo says: (15:58:16) hahahaha

eriqueta says: (16:00:47) beibe

Eduardo says: (16:00:52) sapataria

eriqueta says: (16:00:52) vou sair do msn

Eduardo says: (16:00:55) llansol

Eduardo says: (16:00:59) melhoras

eriqueta says: (16:01:00) pois num é...

Eduardo says: (16:01:05) vou preparar um sanduiche

eriqueta says: (16:01:09) esse blog é reflexo da dissertação, distorcida claro

eriqueta says: (16:01:13) adorei hablar

eriqueta says: (16:01:17) e nossas coincidências

Eduardo says: (16:01:17) tb

Eduardo says: (16:01:21) estava com saudades

eriqueta says: (16:01:24) te explico num email o trabalho...

eriqueta says: (16:01:26) ok?

Eduardo says: (16:01:29) ok

eriqueta says: (16:01:34) beijos de saudades

eriqueta says: (16:01:36) sim!

eriqueta says:: (16:01:40) amigoooooooooo

Eduardo says: (16:01:42) :)

eriqueta says: (16:01:42) hahahhahahaha

eriqueta says: (16:01:45) hahahahahhahahah

Eduardo says: (16:01:46) hahahahahaha

Eduardo says: (16:01:48) hahahahaha

Eduardo says: (16:01:57) melhoras amigaaaaaaa

eriqueta says: (16:02:01) sim sim sim

eriqueta says: (16:02:04) sim sim sim

Eduardo says: (16:02:36) sins

Eduardo says: (16:02:44) fui!



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sonho, 10/07/09


caderno, anotação





10/07

sonhei que ia para o
meio do oceano de helicóptero
jogar uma frase
(era um grande empenho)
depois acordei e fiquei
com vontade de fazer
o trabalho na fazenda
do ivo



fazenda do desterro, campos belos/ceará, 50km de fortaleza,
no caminho para canindé: um grande açude, em U, margeando o terreno


quando eu acordei,

depois eu já fiquei com vontade de
desdobrar o trabalho
para os outros elementos





pensei nos materiais
- papel prateado